quinta-feira, 30 de junho de 2011

Maria modelo para os eleitos

     O termo vocação se origina da palavra latina “vocare” e significa chamado. A teologia da vocação é parte integrante da mensagem cristã e tem o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. As Sagradas Escrituras nos apresentam a face do Deus que chama, no decorrer da história, homens e mulheres para colaborarem no projeto de salvação que Ele tem para a humanidade. Deus age por meio de mediações humanas. Ele poderia ter feito tudo sozinho, mas preferiu esta forma de se manifestar aos seus. 
    Um chamado envolve sempre duas dimensões: aquele que chama e aquele que ouve o chamado. Foi assim com Abraão, quando Deus diz: sai da tua terra e vai para a terra que eu te mostrar... (Gn 12,1-6). Foi assim com os juízes, com os reis, com os profetas, com Maria Santíssima, com os discípulos e também conosco, pois Deus continua a chamar pessoas, que foram eleitas desde toda eternidade para ‘estar com Deus’ e ‘servir a Deus’.
    O primeiro chamado é para estarmos com Deus e, posteriormente, servirmos a Ele. Foi esta pedagogia que Jesus usou com aqueles que ele chama para junto de si. Cristo chama Pedro, Tiago, João, Felipe... e os demais discípulos para serem primeiramente discípulos, estarem aos pés do Mestre, ouvir dele suas palavras, serem formados por Ele. Somente depois de passarem por esta formação com o Divino Mestre, que se tornarão apóstolos, ou seja, que serão enviados.
        As Sagradas Escrituras nos apresentam, dentre todos os personagens bíblicos que acolhem o chamado, a vontade de Deus em suas vidas, uma que se destaca de modo singular, é ela: Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Para nós, Maria é alguém exemplar em tudo. Ela é aquela que ousou lançar-se em Deus, sem reservas e sem limitações.  Maria é aquela que pode ser chamada por excelência a “serva do Senhor”. Toda vida de Maria foi um sim a Deus. O próprio Arcanjo São Gabriel se refere a Ela como a Kekaritomene, “a cheia de graça”, aquela que é “repleta dos favores divinos”. É uma maneira do evangelista São Lucas afirmar que Maria era repleta da comunhão com o Altíssimo. Tudo nela é graça! Maria, com seu sim a Deus, com seu “Fiat”, possibilitou a encarnação do Verbo de Deus; a Sua entrada no mundo, para que, fazendo-se homem, pudéssemos ser elevados à comunhão com o Pai. Ele, por Maria, faz-se homem para nos tornar participantes da vida divina. Maria é aquela que colabora diretamente para que o projeto salvífico do Pai, em Cristo, se cumpra plenamente. O seu sim foi mantido e acentuado em toda sua vida até o calvário, onde oferece seu Filho, o Cristo, que se ofertava inteiramente a Deus por nossa salvação. Maria ensina aos homens de hoje a entrar no mistério de Cristo, querer operar a salvação. Ela nos ensina a nos desprendermos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro, sermos na vida do outro canal de salvação. Deus quis que através do sim de Maria, a salvação que é seu Filho, chegasse a toda a humanidade.
      Diz Santo Irineu: “O que não foi assumido não pode ser redimido”. Podemos concluir desta afirmação de Santo Irineu que só nos foi possível a salvação, a nossa redenção, porque Ele se fez um de nós. O mistério de Cristo, sua missão, está ligado ao sim de Maria, que possibilita que Cristo entre na realidade humana de forma plena.
     Em Maria contemplamos o mistério do chamado divino, o mistério do Deus que chama, que elege pessoas para colaborarem na sua obra salvífica.  Maria é modelo para todo vocacionado, pois ela também viveu de forma profunda a sua vocação. Vemos nela uma resposta pronta, imediata ao chamado de Deus. Uma adesão exemplar como a de Maria se torna paradigma para todo vocacionado que sente ecoar também no seu coração o chamado de Deus a uma vocação específica. Que por meio de Maria, ela que se coloca diante de Jesus como nossa intercessora (cf. Jo 2), possamos também dar a Deus um “sim” que seja pleno, um “Fiat” que seja total, sabendo que a vontade de Deus, mesmo com as cruzes que o seu cumprimento comporta, será sempre a nossa fonte, canal de salvação. Voltemo-nos para Maria, certos de que seu exemplo é força propulsora que nos eleva a Deus. Sendo ela a eleita do Senhor, é, sem dúvida, modelo para todos os eleitos.






segunda-feira, 27 de junho de 2011

Seminário de Vida no Espírito Santo – O AMOR DE DEUS (1ª Pregação do SVES)


“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou Jacó, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu... És precioso aos meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti” (Is 43, 1 – 4).

O QUE É O AMOR?

A palavra amor é um vocábulo que, por diversas vezes, é mal empregado, uma vez que, muitas pessoas não sabem, ao certo, o que ela significa. Quando tomamos a Palavra de Deus, encontramos definições e características, tanto para a palavra amor quanto para o ato de amar.

O amor é algo divino, pois cremos que o amor, em sua essência, vem de Deus, sendo que, na Bíblia, o amor verdadeiro e Deus constituem as mesmas coisas, como bem expressa São João: “Deus é amor!” (I Jo 4, 16b). Partindo desta definição, podemos fazer um paralelo entre esta belíssima citação bíblica e o conhecido trecho da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, onde o Apóstolo procura dar atributos do verdadeiro amor, considerando-o a razão de toda e qualquer boa ação (I Cor 13, 1 – 7). A partir deste trecho da Sagrada Escritura, poderemos fazer um exercício: fazer uso das palavras direcionadas ao amor, atribuindo-as ao próprio Deus. 

São Paulo vai ainda mais longe e declara: “A caridade é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 14). Quer dizer: só no amor, só em Deus a perfeição é real. Neste paralelo entre Deus e o amor, não podemos ainda nos esquecer que o Deus Verdadeiro é uma comunidade de amor: o Pai ama o Filho e o Filho ama o Pai, sendo que, deste amor partilhado procede o Espírito Santo.

DEUS, POR SER O PRÓPRIO AMOR, AMA

Mesmo diante de toda a beleza sobre Deus e sobre o amor, ainda não nos aprofundamos sobre aquilo que este estudo quer transmitir: Deus, por ser o próprio amor, ama. Deus me ama: esta é uma expressão que o meu ser precisa ouvir. Deus ama você: esta é uma verdade que cada ser humano precisa tomar posse.

Deus, sendo amor, não se fechou em si mesmo, mas transbordou este amor ao criar todas as coisas (Gn 1). Ele não tem outra razão para criar, a não ser o Seu amor e a Sua bondade. O mundo procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participarem do Seu ser, da Sua sabedoria e da Sua bondade. Portanto, Deus não nos criou por uma necessidade, mas por amor.

CARACTERÍSTICAS DO AMOR DE DEUS

No decorrer de toda a história do povo de Deus, o Senhor vai revelando as características do seu amor. O amor de Deus, portanto, é:

- Pessoal – estamos acostumados a ser uma multidão. Isto, muitas vezes, nos leva a crer que Deus nos vê e considera assim: uma multidão. Porém, isto não é verdade: DEUS AMA A CADA UM COMO FILHO ÚNICO. Deus conhece você, suas necessidades, seus anseios, suas qualidades e dificuldades. O amor de Deus por você é tão pessoal, único e tão apaixonado, que o Senhor “tem o seu nome gravado na palma de Suas mãos e tem você sempre diante de Seus olhos” (Is 49, 16);

- Misericordioso – ao ler as diversas passagens bíblicas sobre a misericórdia de Deus, constatamos que ela é sempre um socorro ao pecador. Quando o homem peca, a misericórdia de Deus é infinita para derramar-se sobre ele, fazendo com que venha em seu auxílio todo o mistério da ternura divina que o socorre e reconduz. A Palavra de Deus nos mostra que DEUS NÃO LEVA EM CONSIDERAÇÃO OS PECADOS DOS QUAIS JÁ NOS ARREPENDEMOS E CONFESSAMOS (Is 43, 25). Deus espera ansiosamente nosso arrependimento, nossa volta para os seus braços (Lc 7, 36 – 47);

- Eterno – o amor de Deus nunca teve começo e nunca terá fim. DEUS SEMPRE AMOU VOCÊ E SEMPRE O AMARÁ (Jr 31, 3);

- Gratuito – Deus não nos ama em troca do que fazemos ou do que somos. DEUS ACEITA E AMA VOCÊ DA MANEIRA COMO VOCÊ É (Jo 8, 1 – 11). Você não precisa fazer esforço ou ser bom para merecer o amor de Deus, porque Deus não ama “em troca de”, mas “apesar de”. Deus ama gratuitamente. O meu esforço para ser santo deve ser uma prova do meu amor e da minha gratidão ao amor com Deus me amou primeiro (I Jo 4, 19);

- Fiel e constante – a Palavra de Deus nos mostra que o amor de Deus para conosco não muda, não oscila. MESMO QUE FOSSE POSSÍVEL UMA MÃE ESQUECER O SEU FILHO, DEUS NÃO NOS ESQUECERIA (cf Is 49, 15). Deus não abandona a sua criação (Is 54, 10) e está sempre voltado para as necessidades de Seu povo (Is 58, 9; Is 65, 24).

A GRANDE PROVA DO AMOR DE DEUS

Deus manifesta seu amor na criação e em toda a história de Israel, agindo com misericórdia na vida daquele povo que, muitas vezes, era infiel ao Seu projeto. Mesmo diante de infidelidades, Deus continuava a dar provas de amor. Chegada a plenitude dos tempos, Deus dá à humanidade uma prova definitiva do Seu amor: envia seu Filho Unigênito ao mundo. DEUS PAI PROVA SEU AMOR POR NÓS EM JESUS (cf Rm 8). O Pai entregou Jesus, na alegria de, por sua entrega, nos conquistar a todos para Ele.

O Salmo 138 canta o amor de Deus, apresentando o ser humano como a maravilhosa obra saída das mãos do Criador. O Verdadeiro Deus é onisciente (tudo sabe e tudo vê), Onipotente (tudo pode) e Onipresente (está em todo lugar).

Portanto, Deus é amor, e cria todas as coisas por amor, sendo que homem e mulher são criados à imagem e semelhança de Deus, isto é, à imagem e semelhança do Amor. É sabendo desta realidade que o Senhor Jesus coloca o amor ao próximo como o segundo maior mandamento (Mt 22, 37 – 40). Os discípulos e todos aqueles que quiserem seguir o Senhor e dar testemunho de Sua Palavra, deverão, além de viver o amor de Deus, amar o próximo como a si mesmo (Jo 13, 34s; Rm 13, 8 - 10).



sábado, 25 de junho de 2011

Alegra-te, ó filha de Sião...

Alegra-te, ó filha de Sião... Alegra- te de todo o teu coração, filha de Jerusalém... O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso Salvador” (Sf 3, 14.17). Com estas palavras o profeta Sofonias exortava os compatriotas a festejar a salvação que Deus estava a proporcionar ao Seu povo. A tradição cristã viu neste famoso texto profético um prenúncio da alegria messiânica, com uma particular referência à Virgem Maria.
Como não recordar, a respeito disso, a solenidade da Imaculada Conceição, celebrada precisamente no dia 08 de dezembro onde Maria é a “Filha de Sião”, que exulta pela plena e definitiva realização das promessas de salvação, cumpridas por Deus no mistério da encarnação do Verbo. Ela eleva ao Senhor um cântico de louvor e de agradecimento pelos dons de graça com que lhe foi concedido.
Na Leitura que me foi dado para meditar com vocês, se inicia no versículo 8, do capítulo 3 de Sofonias, que nos diz:


Por isso, esperai-me – oráculo do Senhor- até o dia em que me levantarei como testemunha, porque resolvi congregar as nações e reunir os reinos, para descarregar sobre eles o meu furor, todo o ardor de minha cólera; porque toda a terra será devorada pelo fogo de meu ressentimento. Então darei aos povos lábios puros, para que invoquem todos o nome do Senhor, e o sirvam num mesmo espírito de zelo. (de um mesmo ombro, como que levando juntos a mesma carga.) De além dos rios da Etiópia virão os meus adoradores, meus filhos dispersos, trazer-me a sua oferta. Naquele dia, não serás mais confundida por causa de todos os pecados que cometeste contra mim, porque então tirarei do meio de ti teus fanfarrões arrogantes; não te orgulharás mais no meu santo monte. Deixarei subsistir no meio de ti um povo humilde e modesto que porá sua confiança no nome do Senhor.”
 
Nestes versículos o Senhor nos mostra que primeiramente vai descarregar o seu furor, sobre aqueles que em seus lábios não invocam o nome do Senhor.
Então irmãos clamemos o Espirito Santo sobre nós, para que em nós, este mesmo Espírito clame ao Pai, Abba Pai. Procuremos irmãos em nossa vida, uma vida de retidão, uma busca sincera e verdadeira de viver a vida em Deus.

Vejamos a passagem de Romanos 8, sobre a qual nos diz sobre a promessa também: 

“Também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos.” (Rm 8, 23-25)

A mesma tensão entre promessa e cumprimento que se observa na Escritura a propósito da pessoa de Cristo, percebe-se também com relação à pessoa do Espírito Santo. Como Jesus primeiro foi prometido nas Escrituras, depois se manifestou segundo a carne e por último se espera em seu retorno final, assim o Espírito, em um tempo “prometido pelo Pai”, foi dado em Pentecostes e agora de novo o espera e invoca “com gemidos inefáveis” o homem e toda a criação, que tendo aproveitado as primícias, aguardam a plenitude de seu dom. 


Neste espaço que se estende de Pentecostes à Parusia, o Espírito é a força que nos impulsiona adiante, que nos mantém em caminho, que não nos permite acomodar-nos e converter-nos em um povo “sedentário”, que nos faz cantar com um sentido novo os “salmos das ascensões”: “Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor!”. Ele é quem nos dá impulso e põe asas em nossa esperança; mais ainda: é o próprio princípio e a alma de nossa esperança. 

Dois autores nos falam do Espírito como “promessa” no Novo Testamento: Lucas e Paulo, mas, como veremos, com uma importante diferença. No Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos é o próprio Jesus quem fala do Espírito como “a promessa do Pai”. “Eu – diz – enviarei sobre vós a promessa de meu Pai”; “Enquanto estava comendo com eles, mandou que não se ausentassem de Jerusalém, mas que aguardassem a promessa do Pai, ‘que ouvistes de mim: que João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias’” (Atos 1, 4-5). 



A que se refere Jesus quando chama o Espírito Santo de promessa do Pai? Onde o Pai fez esta promessa? Pode -se dizer que todo o Antigo Testamento é uma promessa do Espírito. A obra do Messias se apresenta constantemente como culminante em uma nova efusão universal do Espírito de Deus sobre a terra. A comparação com o que Pedro diz no dia de Pentecostes mostra que Lucas pensa, em particular, na profecia de Joel: “Acontecerá nos últimos dias, diz Deus: Derramarei meu Espírito sobre toda carne” (Ez 36, 27).


Quanto ao conteúdo da promessa, Lucas sublinha, como de costume, o aspecto carismático do dom do Espírito, em especial a profecia. A promessa do Pai é “o poder do alto” que tornará os discípulos capazes de levar a salvação aos confins da terra. Mas não ignora os aspectos mais profundos, santificadores e salvíficos, da ação do Espírito, como a remissão dos pecados, o dom de uma lei nova e de uma nova aliança, como se deduz da aproximação que traça entre o Sinai e Pentecostes. A frase de Pedro: “a promessa é para vós” (Atos 2, 39) se refere à promessa da salvação, não só da profecia ou de alguns carismas.

Podem passar dias, anos. Mas todas as palavras que ele disse se cumpriram. Quem sabe você ainda não tá vendo a promessa de Deus para sua vida, mas você não precisa ver, o que você precisa crer, porque ele fará. Toda a promessa passa pelo teste do tempo, ele esta provando o teu coração, ele esta forjando o teu caráter, olhe para o céu e erga um clamor de confiança e de desejo de viver a promessa do Senhor em sua vida.


Roberto Júnior
Secretário do Grupo de Oração Jovem Nossa Senhora de Pentecostes.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Como lidar com o hábito da masturbação?

A Santa Igreja ensina, seguindo a tradição apostólica, que o corpo humano é templo de Deus e, por isso, é algo sagrado. Hoje, existem vozes que defendem que o corpo nada mais é que carne e, assim, acabam por entendê-lo como mais um instrumento a serviço dos desejos de cada um. Consonante com as vozes de hoje, o hábito da masturbação é nada mais que o uso do próprio corpo para a obtenção de prazer. Mas isso nada mais é que desvalorizar o que somos. Na masturbação, vemo-nos como objetos e, não, como filhos de Deus, criados a imagem e semelhança divinas, escolhidos para ser sacrários vivos, terras santas e fecundas, templos de adoração ao Deus Vivo.


Um dos fundadores do Apostolado Coragem, Pe. John Harvey, escreveu sobre o assunto em “O problema pastoral da masturbação” (no inglês, The pastoral problem of masturbation [PPM]).
“Nós não entenderemos porque uma pessoa carrega o peso deste hábito a menos que nós saibamos algo a respeito do seu passado, das suas vivências e do contexto maior da sua vida *. Ouvindo às pessoas, discerne-se que a solidão é o primeiro movente, levando o indivíduo ao isolamento, à fantasia e à masturbação. A solidão é comumente acrescida de sentimentos profundos de ódio de si mesmo e de raiva. Quando o mundo real é desagradável e proibitivo, volta-se à fantasia. E quando se gasta muito tempo num mundo fantasioso, torna-se escravizado pelos objetos sexuais (pois este é jeito que vê outras pessoas: como objetos). Por conseguinte, fugirá para o irreal (porém prazeroso) mundo de sua imaginação. Isto é o começo do vício sexual, tão bem descrito por Patrick Carnes (em Out of the Shadows, de 1983, e Contrary to Love, de 1989)” (HARVEY. PPM: Factors contributing to the habit of masturbation, p.2)

Primeiramente, é preciso dar atenção ao uso de “hábito” por Pe. Harvey. O que ele tem em mente é a prática constante da masturbação, quando esta já se tornou um vício sexual, algo compulsivo. Nesse caso, Pe. Harvey defende que a solidão é o que primeiro motiva a hábito da masturbação. Diante dum mundo que causa dor, que diz “não”, que impõe limites e obstáculos à satisfação dos desejos, alguém que não consegue lidar com isso, fecha-se em si mesmo e afasta-se de tudo quanto lhe causa desgosto. Na sua solidão, cria em sua imaginação um mundo de prazer e de satisfação, mundo em que as pessoas nem nada oferecem resistência. A masturbação soma-se a isso como uma forma de obter prazer sem ter de lidar com o outro (e seus problemas e necessidades), nem com riscos (como pegar doenças), nem com adversidades. Com o tempo, adquirido o hábito, consolidam-se a postura de fuga do mundo e a visão do outro como instrumento de prazer, e isso é refletido nas relações que essa pessoa tem com os outros.



Uma vez entendido isso, resta a pergunta: como superar essa condição? Pe. Harvey responde essa pergunta dizendo “Parece, porém, que a atitude correta é a de tratar a masturbação habitual ou compulsiva como problemas abertos para solução desde que a pessoa siga um programa espiritual” (Pastoral approaches to masturbation, p.9). Assim, para Pe. Harvey, a superação do hábito da masturbação depende de a pessoa seguir um “programa espiritual”, isto é, um plano de metas e de orientação que tenha base na espiritualidade – no presente caso, na espiritualidade cristã. Dizendo isso, Pe. Harvey não descarta a necessidade de apoio psicológico. Porém, o que ele diz é que, sejam quais forem os esforços outros para superar o hábito da masturbação, eles só serão efetivos se a pessoa seguir um plano que lhe ofereça apoio e metas espirituais, como, por exemplo, viver a castidade e o serviço ao próximo.

Por isso, a primeira atitude daquele que tem o hábito da masturbação é, reconhecendo-se nessa condição, buscar ajuda de profissionais que compartilhem dos valores cristãos. Somado a isso, buscar apoio espiritual, preferencialmente de um padre, ou então de uma pessoa em que se tenha confiança e de quem se respeita e reconhece a fé e, assim, que possa ajudar com formação sólida e orientação com base nos princípios cristãos.


Além disso, é de ajuda que, num primeiro momento, evite ficar sozinho e ocioso. Que busque ocupar o tempo com atividades como leitura, oração, passeio com os amigos, pintar, tocar instrumentos, estudar, entre outras – evitando, claro, expor-se a imagens ou situações que estimulem, depois, as fantasias ligadas à masturbação. Nessas atividades, é bom que a pessoa busque construir verdadeiras e castas amizades com outras pessoas, para que supere os sentimentos e as inquietações que a levam ao isolamento.

Caso a compulsão pela masturbação esteja ligada ao uso de pornografia, seja por revistas ou pela internet, é salutar que as revistas (e todas as imagens eróticas) sejam descartadas e que, se preciso for, se coloque filtros na internet, impedindo o acesso às páginas virtuais que contenham pornografia.

Esses passos iniciais, com o tempo, ajudarão a pessoa a encontrar alegria na sua relação com outras pessoas e a encarar o mundo com mais coragem e esperança. Soma-se a isso o fortalecimento interior e, assim, o crescimento de uma saudável confiança em si mesmo.

Rezemos a São José, Castíssimo Esposo de Maria e Protetor da Igreja, para que conceda a todos nós a graça de viver a castidade com alegria. São José, intercedei por nós!


“background” é uma palavra em inglês que não possui, em português, um correspondente que mantenha suas nuances de sentido. Isso significa literalmente “plano de fundo”, como numa foto em que há o primeiro plano, segundo, terceiro, e o chamado plano de fundo. Em sentido figurado, pode significar os acontecimentos e vivências do passado, ou o contexto que envolve certa coisa. Alguns traduzem “background” por “bagagem” (como em bagagem de conhecimentos), mas essa tradução perde muito as nuances da palavra inglesa.




quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpus Christi


Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

História

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Neste Sacramento, no momento da Consagração, ocorre a transubstanciação, ou seja, o pão se torna carne e o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.
Corpus Christi é celebrado 60 dias após a páscoa. Podendo cair entre 21 de maio e 24 de junho.

A Festa no Brasil

Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa-se a procissão de Corpus Christi, também efeita-se cinco altares para a adoração do Santíssimo Sacramento, e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.
Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos.
O município de Matão, São Paulo, é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído,dolomitas,serragem e flores que formam uma cruz que se estendem por 12 quarteirões no centro da cidade onde passa a procissão da eucaristia,um espetáculo que reúne fé, tradição, arte e muita beleza. No ano de 2011 Matão realiza a 63ª edição do Corpus Christi,onde mais de 70 toneladas de materiais serão usados para compor os desenhos.A expectativa dos organizadores é que o evento atraia um público total de 80 mil pessoas. A praça de alimentação do evento fica por conta das entidades filantrópicas da cidade.
A cidade de Mariana, Minas Gerais, comemora a festa de Corpus Christ'i' enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas.
As cidades paulistas de Jaguariúna, Santo André, Santana de Parnaíba, São Joaquim da Barra, além da baiana Jacobina, também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas - tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo.
Em Caieiras, a juventude da cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, um trabalho que dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.
Em Porto Ferreira, a festa tem como finalidade a partilha, em comunhão com as três paróquias da cidade. Arrecadam-se alimentos que integram os enfeites nas ruas por onde o Santíssimo Sacramento passa e, após a solenidade, são doados a famílias que são assistidas por pastorais, como a Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde. Esta iniciativa é realizada desde 2008.
Em Borborema (SP), as ruas são decoradas com enxovais, bordados e artesanatos, produzidos pelas mais de 50 lojas e fábricas da cidade. Após a procissão, tudo é vendido e a renda revertida ao Lar de Idosos São Sebastião.

Fonte: Winkipédia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um sentido ao sofrimento.



     Quando olhamos à nossa volta, contemplamos muitas vezes uma humanidade marcada pela dor, pelo sofrimento. O sofrimento nos lança, muitas vezes, em postura de questionamento. Então nos perguntamos: Por que sofremos? Por que a dor? Por que a injustiça? Por que padecemos das mais variadas formas? Se Deus é o Sumo Bem, por que experimentamos em nossa carne humana a experiência da dor, da morte, da contingência, da limitação, da fraqueza e da impotência?
     O homem, em sua condição existencial sofre, por meio do “sofrimento físico”, com aquela dor que atinge a sua realidade somática, biológica, ou seja, uma enfermidade, uma doença, algo que o faz experimentar sua contingência. Há outro aspecto de sofrimento que o homem também vivencia, que é o “sofrimento psicológico”; este é caracterizado por aquelas experiências que marcaram sua realidade psíquica, experiência dolorosa em relacionamentos que geraram traumas, complexos, carências, necessidades não supridas... Podemos ainda perceber outra dimensão do sofrimento para aqueles que vivem a fé cristã, que é o homem poder experienciar “o sofrimento moral’’. Este sofrimento é causado por aqueles que lutam constantemente para adequar sua vida comportamental ao projeto divino, revelado por Cristo nas Escrituras. O cristão passa a viver não mais movido pelas suas concupiscências, pelos seus impulsos carnais, mas pauta a sua vida na moral cristã, vivenciada de forma perfeita por Cristo e anunciada por ele e seus discípulos como caminho de salvação. Isto implica em uma morte para si, para suas tendências desordenadas; morte esta que tem como fim a vida verdadeira, a liberdade autêntica.
     Umas das coisas que mais me impressionam em Jesus é Sua capacidade de se compadecer do sofrimento das pessoas. Ele olhava para cada pessoa em particular e vivia junto com ela os seus sofrimentos. Foi assim com cegos que Ele curou, com os coxos os quais encontrou, com os pecadores, tais como a Samaritana, o publicano Levi, a pecadora pega em situação de adultério, o publicano Zaqueu. Vemos nestes homens e mulheres sofredores, seja no seu físico, seja no seu psicológico, seja na dimensão moral, sendo de uma forma toda própria, recebendo em um momento específico de sua vida, na dor, a revelação preciosa de um Deus amante e presente em sua história. Uma dor experienciada que se transformou em glória manifestada. 
      Independentemente do que vivemos, Cristo sempre está unido a nós, pois Ele tem um olhar especial pelos que sofrem. É no sofrimento que mais nos parecemos com Ele. O Beato João Paulo II escreveu uma carta apostólica de belíssimo conteúdo no ano de 1984, chamada Salvifici Doloris. Esta carta, embora escrita haja alguns anos atrás, é de grande resposta ainda hoje para nós, pois nos aponta a maneira de lidar com nossos sofrimentos. Neste documento, ficam claras duas posturas que o homem pode ter diante do sofrimento: a busca do porquê e para quê do sofrimento.

     Vivemos em um mundo que busca o prazer a qualquer custo, no qual a ideia de prazer é vinculada à felicidade. Por isso, falar de sofrimento é ir contra a correnteza. Acredita-se que somente seremos felizes se tivermos essa sensação de prazer em tudo o que fazemos. Dessa forma, o sofrimento virou sinônimo de infelicidade. Diante da dor, muitas vezes nos perdemos no “porquê”. Ele nem sempre nos dará a resposta, pois o sofrimento, em sua complexidade é um mistério que envolve o ser humano; mas a resposta, para nós que cremos estará no “para quê”. Este para quê, terá sentido pleno se unido ao mistério da Paixão do Senhor, que em Sua dor dignificou e redimiu o sofrimento trazendo sentido a ele.  
     O cristão é convidado a mostrar ao mundo um testemunho diferente. Mostrar que, se colocamos sentido e significado aos nossos sofrimentos, é possível encontrar a felicidade neles. Talvez o maior problema hoje seja este: as pessoas andam desperdiçando a sua dor. Mesmo aquele sofrimento, fruto de nossas escolhas erradas, se unidos ao Cristo, podem ganhar sentido, e tornar-se para nós um degrau que nos eleva a Deus, à santidade.
      Se eu dou sentido ao sofrimento que vivo, santifico-me. Você é quem escolhe o sentido que você vai dar à dor na sua vida. Quantas pessoas, com doenças graves, encontraram sentido para suas vidas a partir do momento em que começaram a ajudar outras pessoas com o mesmo problema. Muitas pessoas tornam a própria vida um fardo sem fim, pois não conseguem dar sentido às dores vivenciadas, lamentando-se eternamente, escravas de suas dores. Cativas das próprias feridas.
     O que tornou tantos homens e mulheres santos na história não foi o sofrimento que viveram, mas o sentido que eles deram a ele. Aprenderam a não desperdiçar esses momentos aproximando-se de Deus e dos outros por meio dele.
     É preciso que aprendamos a sofrer. É preciso dar sentido às nossas angústias. Uma mulher que vai dar à luz sofre, mas ela não pensa nas suas dores, ela só pensa no filho que carregará nos braços e verá crescer. A mãe entende que a alegria que virá depois será muito maior que o sofrimento vivido. São Francisco de Assis já dizia: “É tão grande o bem que espero, que todo o sofrimento me é um grande prazer”.
     “Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos submete a provações, como fez com nossos pais. Lembrai-vos de tudo o que Deus fez a Abraão, de como provou Isaac, de tudo o que aconteceu a Jacó. Assim como provou pelo fogo, para lhes experimentar o coração, assim também Ele não se está vingando de nós. É antes para advertência que o Senhor açoita os que dele se aproximam” (Jt 8,25-26 a.27).      
     Não há sofrimento grande ou pequeno. Qualquer momento de dor é capaz de levar à santidade e lançar ao céu. Assim, é preciso que cada um de nós aprenda a viver intensamente as visitas de Deus nesses momentos. A escolha é de cada um: sofrer por sofrer ou sofrer com sentido, mesmo nos momentos de angústia. Use do seu sofrimento para ir além de suas limitações, para ir além do que você se vê capaz de fazer ou viver.
     Se você não desperdiçá-lo, surgirá um sorriso em seus lábios capaz de ressuscitar a muitos que estavam a ponto de morrer. Isso é santidade. Não desperdice o seu sofrimento! “Nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio” (Rm 8,28).




Texto feito por Padre João Evangelista, sjs - Sacerdote Salvista



domingo, 19 de junho de 2011

Unidos em oração, entre 21 e 28 de junho

O Juventude Coragem vem, por meio deste artigo, convidar os irmãos e as irmãs leitores do blog a se juntar a nós em oração, pedindo ao Senhor pela intercessão da Santíssima Virgem as graças de perseverança dos que lutam pela castidade e de conversão daqueles que pecam contra a castidade.

Nós fazemos esse convite, atendendo ao pedido do Santo Padre, o papa Bento XVI, de que todos os cristãos rezassem o Santo Rosário durante o mês de maio. Apesar de já ser o mês de junho, o convite do Sucessor de São Pedro está em pé e nós, do Juventude Coragem, aceitamos e aproveitamos para estender esse convite a    você, nosso leitor e irmão de caminhada.

Se você aceitar esse convite, coloque em suas intenções o seguinte:

Pela perseverança dos que vivem a castidade e pela conversão dos que ainda não a vivem. 

Porém, quando você pedir pela conversão dos que não vivem a castidade, saiba que você está rezando não só pelos homossexuais, bissexuais ou transexuais que rejeitam o plano de Deus para a sexualidade humana. Você também estará rezando pelos estupradores, pervertidos, molestadores, pedófilos, prostitutos, produtores de pornografia, consumidores de prostituição e de pornografia, adúlteros e todos os que corrompem o sentido sagrado do matrimônio e da família, os que fazem sexo fora do casamento, os que se masturbam, os que praticam tráfico sexual e por todos os que, por seus pensamentos, palavras, atos e omissões, pecam contra a castidade. Você ainda estará rezando pelos nossos políticos que estão obstinados em aprovar a PLC 122 que restringirá nossa liberdade de anunciar o ensinamento da Santa Igreja sobre a homossexualidade e, também, pelos nossos juízes que, no STF, abriram caminho para a equiparação das uniões homoafetivas com o verdadeiro matrimônio instituido por Deus entre homem e mulher.

Cientes disso, rezem com fervor o Santo Rosário (se não for possível o Rosário todo, ao menos o Terço) e, se estiverem ao seu alcance, ofereçam um pequeno sacrifício a Deus, em penitência pelos nossos pecados contra a castidade e pelo desagravo do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, que sofrem muitas ofensas graves quando alguém peca contra a santa pureza. Mas, ofereçam esse sacrifício especialmente para que as ações da agenda do ativismo gay não cheguem às nossas escolas, promovendo como boa uma vivência que nós sabemos, por nossa própria experiência, que não é boa. Rezem para que nossos irmãos e irmãs mais novos não sejam flagelados pelo chamado "Kit Gay" que o Ministério da Educação deseja distribuir em nossas escolas.

Este propósito de oração pedido pelo Santo Padre foi feito especialmente para o mês de maio, mas, mesmo sendo junho ou qualquer outro mês, queremos cumpri-lo (e como cristãos, nós o cumpriremos). Porém, gostaríamos de sugerir, além deste, um outro propósito para o mês de junho.

Esse propósito acontecerá do dia 21 de junho até o dia 28 de junho (sete dias). O dia 28 de junho marca historicamente a manifestação do ativismo gay no bairro Greenwich pelos direitos homossexuais, em 1969, e que, no mundo todo, é usado para celebrar o chamado "orgulho gay". 

Nesse sentido, nos unimos ao propósito divulgado pelo Closet Full (que rezarão especialmente no dia 25 de junho), porém nós estenderemos um pouco mais nossas orações, em sete dias, como um Cerco de Jericó. Assim como a Santíssima Virgem pediu para o povo da Polônia que rezasse o Santo Rosário durante sete dias, diante de Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento, para que o Bem-aventurado João Paulo II conseguisse visitar a Polônia (que na época estava sob o poder comunista), assim durante sete dias, diante do Santíssimo, rezaremos o Santo Rosário pedindo que Nosso Senhor, Jesus Cristo, reine no nosso país e o liberte da ditadura do ativismo gay e conceda a nós, suplicantes, a graça da conversão, da perseverança e da conquista da perfeita maturidade cristã.

Unidos em oração.

Ora pro nobis, Sancta Dei genetrix, ut digni effeciamur promissionibus Christi


Fonte: Juventude Courage